Segundo a propaganda do canal Futura até hoje os filósofos tentam responder quem somos. E não é à toa. Martin Heidegger nos mostra como estamos distante, e ao mesmo tempo tão próximos da questão do sentido do ser. Próximos porque segundo ele, em Ser e Tempo, nós, sendo, já nos movemos em uma compreensão pré-ontológica do ser. Distantes porque aos nos orientarmos para esta compreensão tendemos a categorizar o ser, entificá-lo, num outro movimento que nos é próprio de compreender o mundo em determinado modo temporal, o presente, ou seja de apreender o mundo enquanto presença. E assim nos vemos a nós mesmos. Nós que de certa forma somos privilegiados por essa capacidade de compreensão e abertura, nos vemos a partir das coisas. Tentamos dar uma explicação sobre nós mesmos como explicamos cálculos algébricos ou os movimentos tectônicos. Engessamos nossas possibilidades submetendo-nos a nexos de causalidade que aplicamos à natureza. Criamos um 'eu' que julgamos conhecer, como se fosse o nosso no meio de vários outros 'eus' que existem por aí pelo mundo, querendos nos retirar de nós mesmos e queremos justificar essa nossa pretensão cartesiana achando que a consciência principia com a auto-consciência.terça-feira, 27 de outubro de 2009
Quem sou eu.
Segundo a propaganda do canal Futura até hoje os filósofos tentam responder quem somos. E não é à toa. Martin Heidegger nos mostra como estamos distante, e ao mesmo tempo tão próximos da questão do sentido do ser. Próximos porque segundo ele, em Ser e Tempo, nós, sendo, já nos movemos em uma compreensão pré-ontológica do ser. Distantes porque aos nos orientarmos para esta compreensão tendemos a categorizar o ser, entificá-lo, num outro movimento que nos é próprio de compreender o mundo em determinado modo temporal, o presente, ou seja de apreender o mundo enquanto presença. E assim nos vemos a nós mesmos. Nós que de certa forma somos privilegiados por essa capacidade de compreensão e abertura, nos vemos a partir das coisas. Tentamos dar uma explicação sobre nós mesmos como explicamos cálculos algébricos ou os movimentos tectônicos. Engessamos nossas possibilidades submetendo-nos a nexos de causalidade que aplicamos à natureza. Criamos um 'eu' que julgamos conhecer, como se fosse o nosso no meio de vários outros 'eus' que existem por aí pelo mundo, querendos nos retirar de nós mesmos e queremos justificar essa nossa pretensão cartesiana achando que a consciência principia com a auto-consciência.quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Realidade virtual: indivíduos próximos ou distantes?
Em notíca divulgada pelo portal G1, esta semana, foi divulgado um problema ocorrido em uma pequena parcela de usuários do site de relacionamentos "Orkut". Estes usuários ao tentarem logar normalmente em suas contas foram surpreendidos pelo fato de que sua conta ou seus dados haviam desaparecido. É interessante notar nos relatos algo próximo ao desespero diante daquela situação de quebra dos laços virtuais: “Tenho mais de 400 amigos, depoimentos e declarações de pessoas que amo. Não quero um Orkut novo, apenas minha velha conta”, uma usuária em e-mail para o portal G1. A grande questão é como são as relações concretas destes indivíduos? E em relação a esta, seria a relação virtual algo da ordem do concreto? O sociólogo polonês Zygmunt Bauman, em suas teorias sobre a modernidade líquida, está sempre nos mostrando como as relações, assim como a economia (braço dominante do Estado), estão cada vez mais na esfera do virtual. E mostra as possibilidades de alguns eventos que possam ter nos levado a esta condição. Mesmo não tendo como oferecer uma resposta fundamentada em dados, o que o Bauman coloca a respeito disso é bastante coerente e perceptível na realidade atual. Em relação a esta questão também pode-se pensar o retorno "às coisas mesmas" da fenomenologia do alemão Edmund Husserl e no existencialismo de Soren Kierkegaard, onde eles tenta escapar do absolutismo das abstrações positivistas que tende a ver o homem como objeto de estudo. Esta coisificação ocorre em consequência do advento da razão que acaba por atingir o status de bom e certo. Emoção e sentimentos devem ser evitados para que os indivíduos possam executar suas atividades. O problema é que tal verdade está tão arraigada que passa a pertencer a todas as esferas da vida comum dos indivíduos tornando-os mais frios e individualistas. E isto se nota nas grandes cidades que estão mais inseridas neste modelo.
Tendo em vista este panorama do não-contato, do não-comprometimento com o outro, da facilidade e velocidade com que as relações começam e terminam (à distância de um clique), reflitamos sobre a questão de essas relações poderem ser consideradas concretas ou não. Por um lado, por conta de várias questões, dentre elas as citadas acima, pode-se considerar que este modo de relacionar-se distancie os homens e impeça o encontro concreto com o outro. Parece de alguma forma que há um distanciamento do mundo da vivência e uma evasão inautêntica que evita a convivência necessariamente conflituosa com o outro. Dessa forma parece que não há possibilidade de a relação virtual vir a ser concreta. Porém por outro lado, tem-se a todo instante pelos veículos de informação o discurso da era da interatividade. Até que ponto deve-se questionar sua validade? Em termos de fenômeno, será que não é possível lidar com a essência do que aparece no virtual? Quer dizer, será que o virtual já não é realidade? Seria considerada à parte ou pertencente à realidade concreta de fato? Será que não existe a possibilidade do encontro com o outro de fato através das relações virtuais que se tornam cada vez mais reais?
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Viva o consumismo!

Sabe-se que vivemos na sociedade de consumo onde os indivíduos são bombardeados por informações que tentam despertar neles a necessidade de comprar várias coisas, muitas vezes sem utilidade. O sociólogo polonês Zygmunt Bauman atenta para isto em sua obra "Globalização - As consequências humanas", em um tom meio psicanalítico ao dizer que o bom consumidor não deseja a prometida satisfação de uma necessidade, ele deseja o desejo. E deseja tanto que faz da espera suscitada pelo desejo, um modo de vida. Um carro que lançou, uma nova grife, uma nova fragância, um novo detergente, a todo instante surge algo NOVO, e esta necessidade do novo, o desejo do desejo, é consequência de uma sociedade governada pela economia. O Estado está fragmentado, a economia está atingindo o grau máximo de liberdade e isto gera alguns efeitos desastrosos.
A produção em larga escala faz com que tenhamos todo dia um lançamento de um produto no mercado. As pessoas em determinadas regiões fazem fila nas portas das lojas quando lhes é prometida a chegada de algo novo no mercado. Enquanto isso assuntos importantes à respeito da sociedade são completamente esquecidos e cada um só quer saber de garantir o seu quinhão neste admirável mundo novo. O Estado agora fragmentado cada vez mais perde força, não consegue garantir suas funções essenciais perante a sociedade, está completamente a serviço das grandes empresas, e parece ter como função somente separar as maçãs podres das boas em seus grandes presídios, utilizando o padrão impessoal de objetividade das belas leis da imensa constituição brasileira. Além de outras questões que escapam mas estão ligadas a mesma problemática.
Mas que isso importa? Eu tenho meu carro zero, comprado antes que eu terminasse de pagar o anterior, mas eu não podia perder a redução do IPI, mesmo que tenha tido de fazer um financiamento por um banco que vai me cobrar taxas que farão com que o carro saia pelo dobro do preço. Nem me importo também se corro o risco de ficar sem grana pro bandeco, pior seria deixar de pagar o carro e perdê-lo por causa do contrato do financiamento. O que me resta fazer agora é colocar um som bem grande na mala e desfilar por aí exibindo minha ignorância e falta de erudição pela minha bela cidade provinciana. Tenho uma camisa Brooksfield, que combino pessimamente com meu Nike Shox, e um MP-X que vem com a maior revolução depois do cartão de memória: o descascador de alho! Além de continuar servindo como celular. A minha vida é boa porque sou rico da graça de Deus, mas bem que eu preferia ser rico de grana mesmo como aquele cara em quem eu votei na última eleição, ou aquele jogador ídolo que é um exemplo de vitória, enquanto outros milhões de vitoriosos, que sustentam a família com 465 reais, passam despercebidos no anonimato da cotidianeidade. Azar o deles, eu não quero é pensar nesse negócio de vida, sociedade, humanidade... ou melhor, não quero é pensar. Bem melhor quando a gente tem alguém pra pensar pela gente.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Celebridades na Pós-Modernidade.
Em sua obra sobre o processo de globalização e suas consequências humanas (de mesmo nome), o sociólogo polonês Zygmunt Bauman lança luz ao processo de formação do domínio do Estado moderno até seu estágio atual (pós-moderno).quarta-feira, 22 de julho de 2009
Na seca de idéias, reflexões sobre a existência.

terça-feira, 23 de junho de 2009
Operação "Vamo zuá"
Mais um fim de semana na capital maranhense e 30 estabelecimentos noturnos fechados, dentre eles o tão famoso bar do Nelson e o já famoso Pirata. Sensação de justiça e dever cumprido pelos responsáveis órgãos competentes ou indignação pela controle imposto até mesmo ao lazer?terça-feira, 19 de maio de 2009
São Luís, te quero bela.
domingo, 3 de maio de 2009
As últimas tendências outono-inverno na Ilha do Amor
quinta-feira, 2 de abril de 2009
O que assombra
quarta-feira, 25 de março de 2009
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Arnaldo Jabor emburrecendo calouro
A idiotice é vital para a felicidade.
Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre.
Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado?
Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.
No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota!
Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você.
Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele.
Pobre dele.
Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro,sexo,sincronia, mas pela ausência de idiotice.
Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.
Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça? hahahahahahahahaha!...
Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana?
Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?
É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas.
E daí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar?
Desaprenderam a brincar.
Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.
Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa. Dura, densa, e bem ruim.
Brincar é legal. Entendeu?
Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço, não tomar chuva. Pule corda!
Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.
Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável.
Teste a teoria. Uma semaninha, para começar.
Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são: passageiras.
Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir... Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!
Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?
"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios".
"Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche".
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Vontade de poder e Angústia: condições humanas?
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Breve crítica ao modelo cartesiano e suas implicações à visão de homem sob a perspectiva fenomenológica
sábado, 17 de janeiro de 2009
Desespero Humano
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Paradoxalidade romântica
Mas só às vezes...
O amor pode ser o mais cruel e belo sentimento que existe,
se é que existe.
